numa espera da ternura sempre delicadamente adiada. numa das bebedeiras santas e poeticas o espirito escreve sobre as visões de uma casa imaginada e sempre perdida. que venham os azuis das misérias sem padres mas com beijos reais. porquê o que deveras é necessário é realidade….que ardam todos os museus e que vivam todas as salvações humanas…
…com isto não quero dizer que estou de costas viradas para o fado. aliás, o meu super-pai era um super-fadista. agora não façam do fado um folclore-estado-novo-salazar-bolorento….
aqui e ali repetem as lenga-lengas de sempre. musica plástica-industrial-para-mercados-hiper-super. alguém na tele-visão-merdosa explica aos portu-burgue-ses o ABC do fado. desligo-me das tretas e aumento o volume-dos-feitiçeiros. ouço “when the music is over”….dos doors…